sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Atlanta




Entre o chão e as nuvens é como vivem a maioria dos seres...
entre a mente consciente e a realidade é o que vivem...
Mas minha mente teima em destemidamente adentrar a noite profunda...

A noite profunda do mundo, a noite profunda que impõe meu inconsciente quando mergulho em suas águas profundas e obscuras...
Lá não sou apenas um espírito, mas a imagem do grande espírito
lá não sou parte do todo, sou o todo,
lá não sou parte da paisagem ou do rio, mas sou...

Sou lá e também sou aqui quando os minha consciência se expande e alcanço a liberdade de ser parte do todo,
de ser rio ou mesmo o vento que acaricia as aves na montanha solitária...

Atravesso as montanhas e pelo torpe inconsciente do mundo chego em Atlanta, a pátria mãe de tudo que conhecemos...
Navego na imensidão do mar do que me é permitido ver e viver, mas apenas algumas impressões na alma acordaram...

Mas agora sei que minha mente não me aprisiona mais, nem nenhum poder que rege este mundo...
Liberdade é ser simplesmente como a Deusa mãe me fez em minha essência...
Nasci perfeito e com essa consciência, e aos poucos a vida me fez esquecer quem eu era...

A fênix retorna a sua pátria mãe, e de lá lidera sua ordem...
Renascer é alcançar um novo estágio de consciência é ser a poesia que o ser Supremo escreveu ao nos criar...
O chão e as nuvens ainda dizem alguma coisa?
Sim, o chão que piso e as nuvens são miragens deste plano,
um desafio diário para que eu não esqueça, não de onde vim, mas quem realmente sou...

Cléber mestre Psicopompe Ilú...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Shadows / Sombras



A pantera negra correu pela floresta até encontrar sua presa...
e quando teve medo de sua sombra, dançou com ela,
para no fim perceber que não podia mais ter medo da sombra que ela mesmo projetava...

Cléber Otávio
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The black panther ran through the forest until it found its prey ...
And when he was afraid of his shadow, he danced with her,
in the end realizing that he could no longer be afraid of the shadow she projected herself...

Cléber Otávio

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Fernão Capelo Gaivota


...Todas a Aves param ao olhar ele voar...
Passou como um raio pelo bando de gaivotas
deixando todos espantados com a rapidez que atingira...

Feliz e realizado com as suas descobertas
"quando souberem do triunfo pensava, ficarão loucos de alegria
como vale a pena agora viver! em vez da monótona labuta de procurar peixe unto dos barcos de pesca, temos uma razão para estar vivos!
Podemos subtrair-nos à ignorância
podemos encontrar-nos com criaturas excelentes, inteligentes e hábeis, podemos ser livres, podemos aprender a voar!
As gaivotas estavam reunidas em concelho quando ele Aterrou, e segundo parecia já estavam em reunião algum tempo, na realidade estavam à espera dele.
- Fernão Capelo Gaivota! É chamado ao centro! As palavras do mais velho foram pronunciadas num tom mais solene. Ser chamdo ao centro só podia significar grande vergonha ou grande honra. ser chamado ao centro por honra era a maneira como eram designados os principais chefes das gaivotas. "claro", pensou , "o bando da alimentação esta manhã viu o triunfo! Mas eu não quero honras. Não me interessa ser chefe, só quero partilhar o que descobri, mostrar a todos, esses horizontes que estão à nossa frente" Avançou um passo.
- Fernão Gaivota disse o mais velho - é chamado ao centro por vergonha aos olhos das Gaivotas, suas semelhantes!
Foi como se lhe batessem com uma tábua. Os joelhos enfraqueceram-lhe, as penas tombaram-lhe, um enorme rugido ensurdeceu-o.
"ser chamado ao centro por vergonha? Impossível! O triunfo! Eles não podem compreender! estão errados! Estão errados!"
-... Pela sua desastrada irresponsabilidade - Entoava a voz solene, - por violar a dignidade e tradição da família das gaivotas...
Ser chamado ao centro por vergonha significava ser banido da sociedade das gaivotas, desdenhando para uma vida solitária nos penhascos longuínquos.
- ... um dia Fernão Capelo Gaivota aprenderá que a irresponsabilidade não compensa. A vida é o desconhecido e o desconhecível, mas não podemos esquecer que estamos neste mundo para comer e para nos mantermos vivos tanto quanto pudermos...
Uma Gaivota nunca contesta o conselho do bando, mas a voz de Fernão ergueu-se gritando:
- Irresponsablidade? Meus irmãos! Quem é mais responsável do que uma gaivota que descobre e desenvolve um significado, um propósito mais elevado na vida? Passamos mil anos lutando por cabeças de peixe, mas agora temos uma razão pra viver, para aprender, para descobrir, para sermos livres!
Dêem -me uma oportunidade, deixem-me mostrar o que descobri...
O bando mostrou-se impenetrável como pedra.
- Quebrou-se a irmandade - entoaram em conjunto todas as gaivotas e, em perfeito acordo taparam solenemente os ouvidos e viraram-lhe as costas.

Fernão Gaivota passou o resto dos seus dias sozinho, mas vou muito além dos penhascos Longínquos. A Solidão não o entristecia. Entristecia-o que as outras gaivotas se tivessem recusado a acreditar na glória do vôo que as esperava. Recusaram-se a abrir os olhos e a ver...

Aprendia cada vez mais. Aprendeu que um eficiente mergulho a grande velocidade lhe dava um peixe raro e saboroso que vivia a três metros da superfície do mar, já não precisava de barcos de pesca nem de pão duro pra viver. Aprendeu a dormir no ar, estabelecendo um percurso noturno pelo vento do largo, cobrindo cento e cinquenta quilômetros desde o ocaso até a aurora. Utilizando o mesmo controle interior , voou através de nevoeiros cerrados e subiu acima deles para céus estonteantes de claridade... enquanto qualquer outra gaivota ficava na terra conhecendo apenas neblina e chuvas. Aprendeu a dominar os altos ventos do continentes e a jantar ali os delicados insetos...
O que desejava para o bando tinha-o agora só pra si. Aprendera a voar, não lamentava o preço que pagara por isso. Fernão gaivota descobriu que o tédio, o medo e a ira sã as razões do porque a vida de uma gaivota é tão curta, e sem isso a perturbar-lhe a cabeça vivu de fato uma vida longa e feliz..."

(trecho do livro Fernão Capelo Gaivota, 1970)
Richard Bach
Fotografia de Russel Munson

Este livro é das coisas mais maravilhosas que já li e neste momento me identifico muito com este trecho do livro, pois é exatamente o que vivo agora, é exatamente como me sinto...
No entanto acredito que o futuro promissor de Fernão é o que me espera... E mais tarde como ele Voltarei ao bando, não a espera de glórias, mas para ensinar o que aprendi nesta nova maneia de viver...
A família é a origem do ser humano, sua referência e para aonde ele pode sempre voltar, mas pode ser também o câncer que que lhe mata por dentro, a doença que lhe degenera quando sua autenticidade se impõe a medíocre forma que maioria das pessoas vivem...

Cléber Otávio.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Jera...


Flutuação em estado de emergência é aonde navegam as minhas lembranças....
Lá... aonde se pode tocar o infinito
Lá... aonde o arco iris termina de ligar o céu e a terra...
Lá aonde os sentimentos ganham forma...
Todos os caminhos me levam ao templo sagrado que carrego...

No espaço aonde navegam minhas memórias e desejos a realidade do meu interior se transforma e tudo parece mudar o sentido por instantes...
Tudo parece mudar...
Pégasus sobrevoa a floresta sagrada e os Séfiros anunciam junto de Diana os confins de uma era que encontra seu fim em mim...

As corujas me acompanham e então chego ao meu destino...
O fim...
O começo...
E então no reino dos mortos purifico meu ser...

Pela chama sagrada dos guardiões que estilhaçam as sombras que ainda restaram...
Uriel invoca as chamas da criação e por fim renasço...
Mais uma vez...
Em vida...

Como bom xamã danço com minhas sombras... corro ao lado do desespero para não esquecer quem fui e porque me vigio como um lobo que uiva no alto da montanha...
Uivo pra mãe Lua e em sua luz me encontro comigo para nunca mais me perder de mim...

Cléber Otávio.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Este Sou Eu...



Ele caminha pelos vales e montes infinitos do nunca a perseguir seus sonhos
Sonhos que se perderam no nevoeiro espesso que se faz cortina dos mundos que sua alma passeia antes de voltar ao corpo á noite...

Seu querer parece distante...
A esperança vem na luz de um moribundo espiritual
Seu menino...
que buscou tantas vezes seus abraços em corpos doentes que adoeceu também...

A volta...
"... O quão profundo é o seu amor ele questiona ao menino?
Como o Oceano?
esta é sua devoção?
Quão profundo é o seu amor?
Como o Nirvana?"

Sandra Chambers canta versos de amor no rádio...
estilhaçando ainda mais seu peito
Pelo telefone um lamento de dor de um irmão, lhe traz a lucidez,
na dor do outro ele se encontra e num desespero coletivo de carência
da dor Renasce o amor...
O lamento dá um novo caminho...
Leva ao santuário dos Deuses, o amor que nasce das flores da temperança...

Que corre em cavalos negros aprofundando-se na noite escura de uma ignorância infantil
sobre o desconhecido amor que se revela no despertar das almas...
Então eles descobrem que estavam mortos, cegos, errantes,
vítimas de um querer pueril que os distanciou da fé, do amor de si mesmo ou da energia que os criou...

A moral estúpida dos homens
os afastou deles, de sua pátria mãe...
De quem eles realmente eram...
desaprender a sentir fez com que eles esquecessem de quem eram
fez com que chamassem de minha vida uma vida que não era sua
fez com que tomassem dores que não eram suas..
Mas de tudo que os circundava, seus amigos, familiares, filhos...
todos o culpavam por eles serem eles...
Por isso se perderam de si....
só se reencontraram consigo mesmos, quando reencontraram um ao outro...

O medo, o avesso das fantasias se desfará nos encantos da paixão,
As montanhas cairão
O mar que antes ardia em chamas agora é apenas água salgada...
Os corpos que antes eram carne e ossos a espera da morte física
agora eram veículo da vontade dos deuses...
Poesia em verso e prosa que ecoam no infinito
Simplesmente ele, simplesmente Ele...
Enfim Eles,vivendo e vibrando como se fossem apenas um
sem jamais perdem a grandeza da individualidade
e a verdade por trás dos seus olhos...

Este Sou Eu...
esta é uma fotografia do que vivo em meu interior neste momento
Talvez não seja uma aspiração, mas apenas um retrato falado do que sou agora...
A poesia é apenas o reflexo não apenas do que sinto ou intuo, mas daquilo que vem de algum lugar invisível e em minha alma reflete...

Este sou eu...
Meus anseios, meus desejos, minha dor e meu amor...
Para muito sou apenas mais um insano carente...
Mas já não me rendo ao julgamento ignorante de tudo que me cerca,
e tão pouco tenho a inocência de idealizar coisas tão grandiosas como o amor...
idealizo apenas a mim mesmo...

Este sou eu...

Cléber Otávio.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Animal de poder


A caminhar...
Desbravo a floresta escura,
pelo instinto sinto sua presença a movimentar minhas pernas
Sinto sua presença em minha alma a me indicar os caminhos...
Um grande e grande Felino,
Negro como eu, uma força manifesta da natureza...
Um espelho que reflete a natureza pura de minha essência...
Por vezes a distância entre o mundo dos sonhos e a realidade ficam longas demais...
Quase inalcansáveis em função do cansaço emocional que me assola em alguns momentos...
Meu animal de poder...
Parte do poder maior que a mim conduz...
Seu caminhar é cauteloso, sensual mas certeiro e lembra me que não há montanha que não possa ser desbravada, nem tempestade que intimide um animal de guerra como eu...
Ao te tocar sou alma, sou fera, menino princesa...
As curvas do teu corpo por vezes são as montanhas que sou desafiado a desbravar...
Agarrado a fera não me perco de minha alma, e com ela permito me perder na imensidão dos teus Abraços, para com os teus lábios despertar o infinito que em mim habita...

Cléber Otávio

sábado, 12 de novembro de 2016

Teia Nefasta


Meu mundo interno se desfez na intimidade do teu sentir...
Os devaneios outrora psicodélicos teceram uma teia nefasta e inalcancavel aos desejos, que se perderam em meio a lucidez...

Por trás do meu peito o coração despedaçou - se com as lembranças...
Por trás dos meus olhos minha alma navegou entre o limiar da loucura e os versos quase lindos da terra do nunca...

Mais uma vez tive que me perder para me encontrar comigo entre buscas,dissabores e prazeres deste templo que a Deusa mãe guardou minha alma...
Meu corpo...

De mãos dadas com a imaginação, no inconsciente coletivo me busquei no âmago do submundo de mim, nas profundezas da mãe terra e lá mais uma vez... a verdade sobre mim se revela no espelho das almas...

Ao ouvir o canto dos pássaros adormeci nesta realidade alternativa de mim para acordar no mundo real...
Ainda torpe de emoções agradeço ao ser supremo, por mais um dia que nasce...

Cléber Otávio

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Lençóis de Estrelas


Chuva a cair no telhado e relâmpagos a iluminar o céu...
A noite escura vestiu seu corpo de riscos e sombras...
Entre o desapego e a saudade sou coberto com lençóis de estrelas vespertinas...
Estrelas do céu que brilham seu olhar em minha janela...
Estrelas do mar que fazem navegar meu sentir em sonhos tão quentes que incendeiam os mares do norte...

Então o Martin Pescador voa em meio as Gaivotas para não queimar suas penas...
Sofro com a distância, mas se posso vislumbrar encruzilhadas nas nuvens pelos olhos das Gaivotas...
Posso pelo ar navegar em teus pensamentos...

Mas não o faço... pois tenho receio de ver o que não quero e minha fantasia se perder de mim...
Mas sei que é no calor de tua pele que habitam meus sonhos, é na ternura de sua boca que me perco em mundos que não sei chegar sozinho... e mesmo que pudesse, certamente não saberia voltar...
Então faço de minha alma meu lar...
E quando tudo se esvair, terminar...
Serei o chão que fará dos teus ossos parte da terra...
te eternizando...
Até lá o Sertão já virou Mar...
Mas sei que na eternidade dos sonhos das almas poderei te Tocar...

E por fim não Haverá aurora que nos impeça de voar...

Até o infinito...

Cléber Otávio.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Sentinela das emoções...


Todas as bocas do mundo secaram ao Sol quando te vi sofrer...
Todos os corpos quentes que tocamos, esfriaram no alvorecer...
Ninguém cavalgará mais nas estradas daquele amor nem haveremos mais de temer...

Os cabelos e as figueiras em nossa pele nos elevam a um dolorido lugar no horizonte perdido, a consciência...

Hoje o amor está na sombra da dor
A dor nos faz crescer e a experiência...
Bom... esta nos tirou o dom de mentir... de iludir tudo as voltas de nós...

A esperança renasce num horizonte que estava perdido...
As margens de desejos e fantasias sinto...
Meu coração pulsar junto do calor do seu corpo...
Minha alma esbarrou com a tua em uma dimensão distante e as lágrimas que antes foram de sangue... tingiram de vermelho
um mar de terras distantes...

Os muros que sufocavam nossos corações foram derrubados, pois não podemos ser sentinelas de nossas emoções...

A sofreguidão nos teus olhos fez transbordar minha alma...
Uma solidão pagã anuncia sua chegada...
Os nevoeiros de dores febris se desfizeram junto de todas as maldições...

Por fim é no calor de teu corpo que minhas mãos vão passear mais uma vez...
Longe da terra do nunca
Mas sem nunca perder o encanto de sua magia que em mim habita...

A realidade enfim solidifica o sentimento...
o abrigo quase extinto, dos falos...
Aonde me perco em florestas brancas e estradas de barro...
Por fim, por aqui encerro este lamento... me calo...

Cléber Otávio.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Leviatan... Fúrias Noturnas...


Sua Alma adentra a escuridão do mundo
Ouço os passos da morte a caminhar em sua direção...
Os cães do submundo já dilaceraram seu corpo...

A velhice arde em chamas no breu apocalíptico de um mar sem fim...
Fúrias noturnas de um devir funesto te perseguirão...
Cavalgam nas encruzilhadas marítimas sobre o comando de Leviatan...

Os guardiões do mundo já foram enviados e toda a maldade antes evocada por ti recairá, sobre a alma de quem a evocou... você...

Fúrias no mar em chamas...
A noite é a única realidade de um mago quando ele sucumbi a escuridão em vida...
Boa Viajem...

Alma Atlanti.

domingo, 30 de outubro de 2016

Jamais Existirei de novo...


O tempo passou e nada parece ter mudado em minha aura....
O tempo passou e nada parece ter mudado em meu peito...
O tempo não passou em algum lugar,
mas apenas nós passamos...

Vejo o início, vejo o fim desta era,
Deste Sol que um dia irá se apagar para tudo ser escuridão novamente....

E quando tudo voltar pra escuridão, tudo recomeça...
Mais uma vez...
e então será que algum dia existiu?
Será que algum dia deixou de existir?

Sou imortal, pois na dimensão que meu espírito foi criado, não há tempo...
Então como universo nunca deixei de existir e jamais existirei de novo....

Cléber Otávio.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Não entre docilmente nessa noite escura ( tradução do texto original)


Não entres docilmente nesta noite serena,
Porque a velhice deveria arder e delirar no termo do dia;
No fim ainda que oa sábios aceitem as trevas,
Porque se esgotou o raio nas suas palavras.
Eles não entram docilmente nesta noite serena.
Homens bons que clamaram, ao passar a última onda, como podiam.
O brilho das suas frágeis ações ter dançado na baía verde.
Odiai, odiai a luz que começa a morrer.
E os loucos que colheram e cantaram o vôo do Sol e aprenderam muito tarde, como feriram no seu caminho, não entram docilmente nessa noite serena.
Junto da morte, homens graves que vedes com um olhar que cega.
Quando os olhos cegos fugiriam como meteroros e seriam alegres,
Odiai, odiai a luz que começa a morrer.
E de longe, meu pai, peço-te que nesta altura sombria venhas beijar ou amaldiçoar-me com tuas cruéis lágrimas.
Não entre docilmente nesta noite serena.
Odeia, odeia a luz que começa a morrer.

Dylan Thomas
(Tradução Fernando Guimarães)

Não entre docilmente... tradução do trecho recitado mo filme (Interestelar)



Não adentre a boa noite apenas com ternura
A velhice queima e clama ao raiar do dia...
fúria, fúria contra a luz que já não fulgura.

Embora os sábios no fim da vida saibam que é a escuridão que perdura,
porque suas palavras não capturaram a centelha tardia...

Não adentre a boa noite apenas com ternura...
fúria, fúria contra a luz que já não fulgura....

Dylan Thomas

"Poesia recitada do filme Interestelar"

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Poemas Tímidos


Hoje acordei sentindo sua presença em mim...

Meus lençóis estavam vazios...
nele reinam apenas a terna lembrança dos teus olhos fixados nos meus...

Mas tenho medo...
De não saber sair dos teus Abraços...
De mergulhar em teus olhos e neles me perder...
Tenho medo de chegar ao seu coração e percorrer como sangue teu corpo e não saber voltar a mim...
Não saber voltar...

Mas gosto de pensar nisso...
nos nossos labios se tocando e nossos corpos se fundindo como se fossemos um só corpo...
Um coração apenas feito de poesia...
Feito do amor mais puro que o criador pôde compor em um momento de inspiração...

Talvez tudo isso não deixe de ser uma sombra aqui descrita do meu sentir...
Mas ainda assim gosto de pensar como seria...
Por fim tenho saudade do teu cheiro que alimenta poemas tímidos como este...

Cléber Otávio.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Pangéia Obscura



O céu silencia e chuva cessam por alguns instantes...
O fogo dos céus é libertado para fazer justiça...
calar as bocas que muito falam
lavar de sangue o esteio das almas para assim alimenta-las...

Quem o mal fez com ele ficará...
Com ele dormirá e na sua dor definhará
esperando a morte chegar...

Quando a morte chegar a liberdade será um sonho
A felicidade uma sombra distante
A esperança um pesadelo que nada pode tocar...

A justiça ainda assim não cessará...
pois o mundo só curará essas dores
quando sua alma se perder na escuridão...
Na Pangéia obscura de onde tudo vem...
Para onde tudo um dia voltará...

Então o tempo terá feito a maldade nunca existir
e um mundo sem dores Renascerá...

Cléber Otávio

domingo, 16 de outubro de 2016

Oceania



A um suspiro de distância da mãe oceania
Seus pés ágeis deixam impressões
Em minhas areias
Você fez o bem para você
Desde que você deixou meu abraço molhado
E rastejou à praia
Todo menino, é uma cobra é um lírio
Toda pérola é um lince
É uma menina
Como doce harmonia feita em carne
Vocês dançam junto a mim
Crianças sublimes
Você me mostra continentes
- Eu vejo ilhas
Você conta os séculos
- Eu pisco meus olhos
Falcões e pardais correm em minhas águas
Raias estão flutuando
Pelo céu
Pequenos - meus filhos e minhas filhas
Seu suor é salgado
E eu sou o motivo

Björk

https://m.youtube.com/watch?v=Fzbapsq4qCI

sábado, 8 de outubro de 2016

Bissexualidade... ou sexualidade?


Bissexualidade ou simplesmente sexualidade?
Quantos de nós já mos pegamos desejando pessoas de gênero igual quando nos intitulamos Heterossexuais ou nos pegamos sentindo desejo e até paixão por alguém do sexo oposto quando nos intitulamos gays...
Fase???
Quantos conhecem a intimidade no calor incontrolável de algum parente sanguíneo...
Porque???
Na verdade nas línguas antigas e nas civilizações antes da idade média não havia restrições no que tange a sexualidade.
Não haviam palavras como gay, hetero ou bissexual. Havia apenas sexualidade. A culpa pelo sentimento e desejo sexual foi produzido primeiramente pela igreja ao se tornar parte do antigo império romano... pois era necessários homens para a guerra...
E depois a tirania dos homens usando o nome de Deus comandando igrejas Católicas e depois evangélicas produzem todos os dias o pânico e a culpa no ser humano pelo que sente, pelo que deseja fazendo-nos trair a nossa natureza todos os dias...
A Natureza linda e terna que Deus nos deu ao nos criar... e assim a partir de conceitos burros que insistimos em não mudar nos separamos por gênero, por cor, por crenças e por origem...

Estamos involuindo e todo aquele que teima em comportar-se de forma natural, ou seja como Deus nos fez... Nós o julgamos, o maltratamos,o matamos socialmente e as vezes fisicamente...

Por fim talvez sejamos todos Naturalmente Bissexuais, somos todos naturalmente humanos , quando não estamos condicionados a contrariar nossa natureza desde a barriga...
Um convite a pensar, um convite a mudar nossa postura estúpida...
Pensemos e comecemos a mudar...

Cléber Otávio

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Tocar o Intangível...



Há uma torre de Pedras que perfuma seu lar...
Seua braços são grandes, seu coração ainda maior...
Ele abraça cães morimbundos, irmãos perdidos, irmãos que carregam batalhas perdidas e em seu ombro lamentam o pesar que os assola...
Sua casa transpira aconchego e esperança, seu quintal é composto pelo horizonte mais lindo do mundo : Niterói /Rj.
Seu coração se contorce em seu peito e seu rosto sério tenta esconder suas preocupações, mas logo o seu sorriso denuncia a grandeza de sua alma...
Jerry São apenas alguns amigos que tem o poder de tocar o Intangível em mim...
Minha alma...
obrigado por tudo!!!

Cléber Otávio

domingo, 2 de outubro de 2016

Pelos Olhos...


Pelas Janelas do grande pássaro, vejo as nuvens...
poderia dizer apenas nuvens, mas não...
O que vejo é que meu limite vai muito além do céu que vislumbro quando lá embaixo estou...

Pelas janelas dos meus olhos vejo esperança, mas não apenas o sinal de uma estrela vespertina, mas a esperança como alimento da fé transformadora que me move...

Pelos olhos de meus filhos ora vejo medo, ora vejo distância ora vejo o reflexo do que fui...
Pelos olhos de meus pais ora vejo tensão ora vejo temperança,
O que reflete o que posso ou não me tornar...
O que é certo é que quando enxergo o espelho das almas pelos olhos da Deusa... sempre me reconheço, pois já não me perco mais de mim...

Cléber Otávio.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Missão

https://m.youtube.com/watch?v=0ayRCPgKt1I
Achas mesmo que teu uniforme vai calar a minha voz?
Achas?
Achas que tua estupidez vai ficar entre eu e os meus sonhos?
Ledo engano, te metesse com as pessoas erradas...
Ninguém ficará entre eu e minha missão! Podes não enxergar mas é Deus que está ao meu lado... é a Deusa mãe que faz de mim seu habitat...
É em meus olhos que se reflete seu brilho e é em minhas mãos que o machado da justiça trabalha... Há uma espada que me guarda, a mim e meu caminho... Então te curvarás... tu e quem a ti faz de fantoche, nem que seja em pedaços...

Cléber Otávio.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Limiar do Submundo

Eu poderia ser o meu projeto de ontem, mas não sou...
Eu poderia Dormir com o calor de um corpo quente hoje, mas durmo só...
Eu poderia ser o que pensava ser, ter o que desejava ter, viver o que aspirava...
Mas sou o melhor que posso, tenho o que posso e vivo um dia de cada vez...

Talvez os corpos quentes não façam mais sentido
Talvez meus projetos de mim e pra mim não façam mais sentido
Talvez meus inventários sobre mim tenham ficado obsoletos e
os meus desejos se perderam entre a razão e os sonhos...

O que me faz sentido é ter o coração aquecido
e muitas vezes não posso esperar isso de ninguém além de mim...
O que projeto sempre entrego a algo maior, então sempre é melhor do que posso aspirar...
Me refaço na escuridão da noite, jogo -me do penhasco mesmo quando não vejo o fim
e em círculos sagrados renasço das cinzas como o que nomeia a ordem que sirvo...

O Vale do desespero e as estradas de solidão ficaram para trás...
já não cabem em meu caminho...
Sobrevoei em um lugar em que o tempo não existe
e lá enxerguei com os olhos Da Deusa mãe...
A escuridão de onde vim e a luz que sigo...
Sua luz... sua voz e espelhos que refletem o que tenho de mais bonito...

As dúvidas e as angústias me despiram em meio a escuridão
e como sombra vago no limiar do submundo com o ferreiro
que afia as armas com as quais travo minhas batalhas internas
E então exorciso meus monstros e mato meus medos
e assim caminho a passos para a maturidade
Sem jamais abandonar a intensidade apaixonante e a poesia que me alimentam a alma...

Cléber Otávio

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Amanhã


Acordei hoje com a minha cama cheia de mim
E meu coração cheio de saudades do amanhã...

Cléber Otávio

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Sonhando?

Olhamos nas diversas direções do mundo e não conseguimos ver...

Vivemos a procura de algo que não sabemos explicar,
mas procuramos...
Rezamos...
Suplicamos por algo que nos dê alívio na alma...

Mas Nutrimos plantas mortas...
Alimentamos amores inexistentes
Escondemos nossos desejos de nós mesmos
Na esperança de nos sentirmos sem culpa perante os nossos iguais
e a moral que nossos predecessores criaram...

Vivemos a sombra do que sentimos
na esperança de esquecer quem realmente somos
para assim não sentir as dores de ter a consciência acordada
pela verdade imutável que a Grande Mãe nos confronta...

Quando nos refletimos em frente aos espelhos do lago das almas
Quando questionamos nossa existência e nos perguntamos:
Porque estou aqui?

Eu sei porque estou aqui
Sei que porque sinto amor,
Sei por que sinto...
E você Já acordou?
Ou ainda estás sonhando?

Cléber Otávio

Inventários

Ouço tantas versões de mim mesmo pelos olhos de outras pessoas.
Geralmente pasmo com a estupidez de seus olhares...
Não tenho dinheiro, mas tenho dignidade,
Tenho duas faculdades, mas não tenho emprego
Não tenho posses, mas tenho ofício

Como disse Nina Simone
"...Não tenho casa
Não tenho emprego,
Não tenho Dinheiro
Não tenho nada

Mas eu tenho Minhas mãos
tenho minha mente
tenho meu sangue
tenho meus dedos
eu tenho Vida..."

e é porque tenho vida que penso,
é por pensar que sinto
é por sentir que intuo
é por intuir que consigo olhar pelos olhos Da Deusa, De Deus...
é por olhar pelos olhos dos Deuses que não Julgo
é por não julgar que me faço Humilde
é por me fazer humilde que não sou bitolado
é por não ser bitolado que minha consciência acordou
é por ter a consciência acordada que tenho responsabilidades sacerdotais
é por ter tais responsabilidades que minha vida tem sentido
é pela vida ter sentido que sou Feliz no dia de hoje
é por ser feliz que me distancio de pessoas que me inventariam de forma estúpida...

Cléber Otávio

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Deus pai

"...Naquele dia ao dar conta de mim eu estava envolvido pelo submundo...
às margens do mundo
às margens de mim

Caronte se afastava e vi que não estava as margens, mas na base do mundo...
Me deparei com meu pai...
Logo reconheci o obscuro e onipotente Monarca,
Senhor do Tártaro, Deus dos Mortos

Então Ajoelhei-me e rendi minha cabeça ao chão,
e então senti suas mãos a aparar minha cabeça e seus braços a envolver-me...
A energia era suave e bela como o perfume das flores ao campo no ápice da primavera

Minha energia e a sua fizeram-se apenas uma
e em seu colo supliquei...
Por mim,
Pelos meus...

Vi seu sorriso se distanciar
mas sua imensa benevolência e força Guerreira
Fizeram de mim seu habitat...

Por fim, minha alma se desfez daquele lugar
para refazer-se nos seios Da Mae Lua, A grande Mãe...
Após sua bênção
Emergi do âmago de sua irmã...
Gaia...
das entranhas da terra me libertei
e como um anjo vi minhas asas batendo
Meu corpo cortava os céus e os ventos acariciavam meu rosto negro...

Vi os meus medos e as mazelas empesteadas que enviaram meus inimigos se incendiarem perante os Deuses...

Por Marte Fui criado, o pulsar de sua força me guia e sua ira me veste
e é no fio de sua espada que as maldições de outrora hão de se perder...

Sigo então com a Força De Hades, vestido com as armas de Ares...
cavalgando pelos bosques da vida meus medos fogem da estrada
pois todo mal há de se desfazer no galope do cavalo que a mim carrega...

A armadura que visto não é minha, ou tão pouco o cavalo e as armas que carrego
Mas a fé, a coragem e a honra moram em mim neste ou em qualquer mundo!
Com os olhos dos Deuses eu vejo a estrada da vida, num horizonte que se perde dos meus olhos humanos...
Paz na terra..."

Cléber Otávio

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Romper da Aurora


Cavalgo com as Moiras ao meu encalço
Por entre as Brumas espessas...
O romper da aurora da a largada da carruagem de fogo...

Os indomáveis cavalos de
Apolo expulsam as estrelas...
A Mãe Lua olha a distância a Luz do Pai Sol tomar conta do Céu...

As Gaivotas fazem das ondas verdes do mar seu espelho, seu lamento ao me ver cavalgar pelas estradas de doce e funesta solidão da alma...

A magia expulsou as Moiras...
Sob a Luz da Deusa mãe os guardiões me carregaram...
A sombra do criador que um dia me assombrou, agora me fez vencedor de mim...

Cléber Otávio

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Cultivar - se

A destruição que se faz com a mediocridade humana que cada um carrega é fácil de se viver...
É fácil destruir as relações
É fácil destruir objetos
É fácil destruir a si e tudo que há em volta...

O que não é fácil é cultivar - se...
O que não é fácil é pensar no outro como extensão de si... como espelho de si...

O que não é fácil é viver e deixar
viver...
O julgamento dos homens não me preocupa...
Pois sei quem eu sou diante de Deus...
E bem sei que a espada e o punhal que levantam... que trazem vida...
São os mesmos que derrubam quando desonrados...

Cléber Otávio.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Desonra

A Deusa Mãe me mostrou sua Morte...
O Barco de Caronte navegava pelo rio Estige
e você burramente tinha a ilusão de controle...
Mas sua alma Expiava já há algum tempo sua carcaça a ser marionete de sua doença
e da dor do submundo da 2º dimensão...
Adeus! Que na próxima encarnação tenhas mais sorte...
Desonra é o seu nome diante dos Deuses...

Cléber Otávio.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Sonho Distante


" A vida é um sonho distante da alma...
temos apenas lampejos do mundo real quando adormecemos neste mundo, o dos homens...
O mais próximo da perfeição é quem comunga com a própria natureza e com sua origem espiritual, respeitando assim o ciclo natural dos rios da vida..."

Cléber Otávio

sábado, 16 de julho de 2016

Limbo


O branco dos meus cabelos se coloriu no arco iris... da aurora do teu sorriso... outrora...

Hoje meu esperma tem apenas os lençóis funestos que choram a falta do seu calor...

A saudade se tornou meu limbo...
Pela manhã tenho o travesseiro para abraçar...

Tenho teu cheiro ainda no colchão...
Tenho a lembrança de estarmos enroscados no calor tórrido de nossos desejos...
Paixão...
Por fim já é tarde... pra não lembrar de ti vou dormir
no chão...

Cléber Otávio

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Infinito nos teus olhos


Quando me componho em seus horizontes posso vislumbrar a eternidade da alma do mundo...

Liberto o animal que me guia e todas as estrelas do céu de minha boca se fazem incontáveis...
Se sei o seu nome completo? Não!!!
Mas meu amor já desbravou toda sua alma...

Pois ao plasmar ternura... nossos corpos se tocaram
Em algum lugar do tempo vejo nos teus olhos uma estranha intimidade
que me faz ter a certeza que mesmo longe, nunca tive tão perto de alguém...

O Reencontro de dois guerreiros...
É o que Deus quis que acontecece...
Um lobo solitário de coração duro e quase impenetrável e outro...
Um Ávido menino cheio de medo e de paixões no olhar...

Rogo ao céus que passe por aquela porta para que eu possa abraça -lo e dizer lhe que não estás mais só...

Que no fio da Espada do grande guerreiro e no punhal da senhora das sombras encontrarás o espelho das almas e lá serás tomado de imensa lucidez...

Adeus! Foice da morte...
Adeus... menino...
Adeus Caronte...
Voltaremos quando o grande espírito nos chamar...

Cléber Otávio

Amor em Urano


Meu céu e meu mar internos ficaram em chamas
quando o vulcão que em mim habita
transbordou de saudades suas

O infinito ficou finito
e minha alma passou a chamar-se desespero...

Os pássaros desaprenderam a voar...
No entanto os Lobos agora sobrevoam suas presas...
Os patos passaram a uivar e os tigres a relinchar suas dores...

A ordem se perdeu no caótico mundo de sonhos,
sombrio como os lugares que me condenas a ficar por sua falta...

Porque a saudades tuas vira o meu universo particular
e só consigo me encontrar comigo quando me ponho a vislumbrar a poesia nos teus olhos a refletir meu rosto negro...
Angustiado de imensa e funesta solidão...

Com a graça dos céus minha alma rogou amor para universo e esbarrou na tua...
e desde então a felicidade que em mim habita ficou mais colorida por juntar se a tua felicidade...
Em Lilith me inspiro e em tua presença me componho com a ternura bonita de sentir sua alma em mim...

Cléber Otávio

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Estações



Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Rodas


Rodas que levam a sonhos dantescos e intangíveis...
Rodas que traduzem sonhos
Rodas que viajam no tempo e desfazem as brumas da ignorância...
Rodas que simplesmente giram
Sempre em busca de felicidade...

Cléber Otávio.

sábado, 4 de junho de 2016

Sigur Rós


Adormeço entre o pranto triste de minha realidade e
o suave balançar sobre rodas que giram psicodélica e enlouquecidamente nas estradas da vida
Adormeço para a realidade para acordar no mundo dos sonhos...

Acordo cavalgando com meu pajem em um unicórnio alado...
Branco como as nuvens ele sobrevoa a terra do nunca...
Seus vales, riachos e casas élficas...
Lindas em árvores frondosas e onipotentes como a mãe Terra

Me olho no espelho das águas do Rio... e vejo que na terra do Peter pan,
sou como o pajem que me acompanha...
Um menino doce e inocente...

Então corremos nus pelo vale encantado e nos transformamos em pássaros...
Gong e Milano...
Em instantes percorremos a eternidade dos sonhos e
em êxtaxe gozamos ser parte da inspiradora paisagem pintada pelas mãos de Deus...

Pousamos em Sigur Rós...
Nossa casa, Já meninos novamente...
brincamos, subimos no topo da árvore mais alta ver no cais do Porto Solimões
O Pai Sol deitar-se sobre o mar...

A aurora plena misturava cores infindáveis entre o céu e o mar...
O vermelho, o laranja
o azul, amarelo, rosa e também o roxo
se misturavam no céu e refletiam sua beleza na imensidão do mar verde da grande senhora...

Lá no alto, do outro lado, Lua, a Grande mãe, despontava linda e crescente
como era nossa felicidade por simplesmente existir...

Ao pé de um abacateiro o Velho Bará contava histórias e
em sua narrativa desvendava os segredos das Brumas de Avalon...

A noite caiu e no caminho para nossa refeição noturna Fausto anuncia a abertura dos portais...
Entre o Lixo e o fim das matas da floresta levanta-se uma mendinga esfarrapada...
Nos assustamos de imediato, mas ao fixar o olhar vemos as flores que ela traz
Um grande buquê...

Logo ela se transforma em uma linda princesa e todo lixo...
aquela imensa montanha transforma-se num pequeno castelo.
E a princesa negra sauda-nos.
Apenas por nossa inocência, pois para quem carrega maldade... ela é apenas uma mendinga...
Mulambo pegou cada um de nós pela mão e nos guiou até o banquete...
Após banquetearmos junto de nossos irmãos, ela nos colocou de volta na garupa de Pégasus novamente...

Choramos como se a saudade já estivesse velha em nosso peito...
Mas ainda assim cavalgamos no céu estrelado
para ser o despontar de nossos sonhos em nova áurea aurora...
Cujo a névoa espessa parecia aprisionar o horizonte...

Já as portas do Submundo... Plutão , o Grande pai nos recebe...
Já não somos mais meninos ou tão pouco inocentes...
Envelhecemos, mas meus cabelos brancos ainda carregam a ternura colorida deste poema...

Adormeço nos sonhos com meu pajem para acordar neste mundo mais uma vez...
Mais uma vez...
Em terna gratidão ao senhor da guerra por manter a chama da juventude acesa em mim...
A senhora dos ventos, pelos dantescos sonhos que me fazem encontrar comigo como gosto de ser...
Por não deixar a saudade de mim envelhecer em meu peito ou em minha alma...
Gratidão Grande espírito...

Cléber Otávio

Sina de Prometeu


Acordo mais um dia e meus lençóis são de solidão,
mas não há pesar em meu leito
tão pouco em meu peito...
Mas sim, as lembranças do teu cheiro...
do teu gosto
e da alegria que outrora me trouxeste...

Acordo mais um dia e toco o infinito na eternidade do meu sentir...
Em horizontes internos vejo pares de olhos desejantes de mim
e lá me encontro...
Lá me perco...

Me encontro com meu Deus, com minha Deusa...
Me perco dos meus demônios internos...

Ora me encontro para me perder
ora me perco para me encontrar...
em lençóis que muitos vezes são cheios apenas de mim...
Ora sentem falta de tuas carícias, enfim...
do toque...
do cheiro da malícia...
Que exala pelo quarto ao amanhecer em meus braços...
e da felicidade que vejo por trás dos olhos teus...

Caminhar pelas brumas dos sentimentos em imenso Apogeu...
de vivências e ilusões...
Beijos quentes na eterna sina de Prometeu...
Um poema Licérgico que em sua simplicidade retrata simplesmente...
Tu e eu...

Cléber Otávio


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Dantesca Temperança



A Luz e a Sombra são a realidade de todo Bruxo...
Minha alma vaga em um imenso vazio...
Flutua pelos ares como o vento, desbravando o infinito...
Livre... livre como o todo

Entre o inconsciente coletivo e a pangéia Psicodélica que me rege
ecoa pelos ventos, tua voz...
Torpe, aguda como são seus sonhos de ilusão e desespero...

Nossas forças se fundem na entrega apaixonada de nossos corpos
e no vai e vem dos desejos a saudade se perde nos lençóis
que outrora foram de solidão funesta...

Em meu cavalo...
Cavalgo pelos campos verdes em Marte e assim sonhamos encontrar o teu...
O grande senhor dos animais anuncia sua chegada
abre os portais do seu mundo em dantesca Temperança...
Seus demônios são banidos, sua luz ilumina os porões sombrios de dor e despero
E na nova aurora Renascemos...

O horizonte se faz arco - íris e nossos lábios finalmente se encontram...
Mais uma vez...

Cléber Otávio.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Naquela Sala

Naquela sala os horizontes são maiores do que aqueles que se vislumbram nas mais altas montanhas...
Naquela sala cada rosto é um espelho desfigurado...
Que só vejo com clareza ao chegar perto...

Naquela sala todas as faces lembram uma parte de mim....
Todas as palavras são expressões de um poder maior...
Naquela sala ó silêncio é sagrado
E por trás de cada par de olhos vislumbro o infinito...
Naquela sala todas as dúvidas viram certezas
Por fim entre a fé e o desespero
Repouso minha esperança em dias melhores...

Cléber Otávio.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Despontar



Entre bocas e batidas
Ecoa na rouquidão do messias
Versos de amor
Versos de paz...

Entre o infinito e o calor do teu corpo me perco...
Me encontro
Algures...
Longe de tudo e de todos,
Perto de lugar nenhum...

Um lugar que pode ser acessado
Verdadeiramente...
Apenas por loucos
Por crianças
Ou mesmo por alguns animais...
Meu coração...

Lá nos deitamos sobre o gramado
E colhemos flores nos jardins da felicidade...

No despontar da aurora
nossos lábios se encontraram...
mais uma vez...

Entre o seu despontar
e o ápice da terra do nunca
situam- se orgasmos múltiplos
Situa-se a sombra dos prazeres...
Os olhos dos grande espírito e suas lágrimas sentidas...

A saudade envelheceu no meu peito
e em meio a a escuridão,
vislumbro sua nostalgia pelos olhos de lindo e negro felino...
Que me espia
e me deseja em segredo,
espanta os fantasmas que outrora tentaram me assombrar...

Por fim nossos corpos
nossos desejos se fundem ...
e em temperança pueril...
Te espero mais uma noite...

Cléber Otávio.

domingo, 27 de março de 2016

Poética Eternidade


Em teus olhos puxados me perco...
Na inocência perdida que me foi tirada pela vida adulta...
Em poética eternidade minhas mãos passeiam em teu corpo macio
Como a de um felino feroz que zela por sua cria...

Em meu peito zelo o amor
Em meu ventre o pulsar...
E assim desbravo os verdes campos da terra do nunca...
Cavalgamos rumo ao horizonte

Como quem cavalga para o infinito...
Sem exitar ou pensar no momento seguinte...
Sem medo de dores ou julgamentos
Pois lá não existem tais coisas...

Ternura prosa
Na intersecção que acontece entre os mundos
Vejo as florestas se fundindo
e o tempo se perdendo nos teus abraços...

O Sol tocou a terra no distante horizonte
e os deuses enviaram a criança Luly que traz em sua luz a esperança
que cavalga sem saber a grandeza que sua egrégora traz a nosso caminho

Paradigmas que se quebram no andar da roda da fortuna
que gira loucamente fazendo todas as paisagens mudarem
enquanto os anciãos riem de nossas escolhas vãs...

No entanto sou movidos pelas luzes do grande guerreiro e da senhora dos ventos,
pela Mãe Lua e pelo senhor do Submundo...
quando me permito enxergar meu caminho pelos seus olhos...
Então agradeço por ter a lucidez ainda para escolher
como vou andar pelas estradas que os Orixás e os deuses me colocam...

Cléber Otávio.

domingo, 13 de março de 2016

Comentários


Olá meus queridos amigos, e Leitores que acompanham este blog, Tenho acompanhado os registros do blog e vejo que sou bastante lido e muitas pessoas acompanham o blog...
Tenho escrito e dividido textos diversos há algum tempo, tenho procurado dividir minhas impressões e sentimentos sobre o que vivo e sinto publicamente neste blog desde 2009.

O que peço aos que leem regularmente que possam dividir comigo suas impressões e sentimentos no espaço de comentários de cada texto do blog em Português ou Inglês...

Obrigado por acompanhar este trabalho...
boas leituras...

Cléber Otávio.

Calor dos Teus Abraços


Vislumbro o horizonte pelos olhos das gaivotas,
Nele, perco os meus sentidos...
Ofuscado pela beleza do por do Pai Sol
Que dentre tantas cores
Brilha a saudade do calor dos teus abraços

Cléber Otávio.

Porões do Submundo


Em algum lugar do tempo as cores do horizonte se fundiram com a lucidez...

Em algum lugar...

Em algum lugar do tempo, inalcansáveis se tornaram suas escolhas...

O centro do universo do seu infinito particular
enviou sua alma para os porões do Submundo...

Lá...
Seu nome é desespero e o sopro que antes era de vida
agora aspira a morte
Agora se alimenta dos seus medos em funesta solidão...

Cavalgando entre a dor e o desespero seu anjo o resgata...

Mas será que ela vai pular do penhasco?
Se jogar sem ver o fundo
sem ver o fim,
Acreditar no que não conhece,
Confiar no que não vê e ainda assim crer...

Mais uma noite os lobos uivam sobre a montanha
os ventos sopram magia e o espelho da Deusa mãe reflete seu íntimo
as espadas do grande pai lhe rasgam o plexo
e ela flutua sobre o absurdo...

Pois os guardiões já sequestraram seus demônios
e sua identidade se perdeu na imensidão dos arcanos...
renascerá para não se perder de vez de si...
de seu destino...
e do amor que navega no grande mar do inconsciente coletivo de emoções para o seu subconsciente...
mais será revelado...

Cléber Otávio.

domingo, 6 de março de 2016

Caçador de Mim



Olho pelas janelas de minha alma e os espelhos foram tapados
Já esqueci meu rosto...
Diante dos Deuses tive que reinventar minha imagem para não esquecer quem sou, quem fui...

Olho pelas janelas do meu coração e seus espelhos já não refletem tua imagem,
não refletem a imagem de ninguém que não seja eu...
Já esqueci teu rosto... Já esqueci os tantos rostos que acariciei...
Diante dos deuses e de mim mesmo reinventei...
Não o amor, mas a forma de andar em suas estradas desbravar seus verdes campos...

Minha luz só serve para iluminar os meus porões...
Meus porões só servem para que se percam meus demônios internos...
No submundo que habita meu inconsciente rege em mar revolto a fria luz da grande mãe... do grande pai...
E este universo estilhaça os demônios que por lá aparecem...
Por fim sou meu maior monstro, por isso me tornei caçador de mim...

Cléber Otávio.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Olhos do mundo




Navegando no asfalto rumo ao horizonte...
perdido de somhos dantescos...
Roda da vida que gira pelas rodinhas nervosas de Skates Ávidos de desejos poéticos,
a desbravar as luzes do horizonte...
Em direção ao que há detras dos olhos do mundo...

Cléber Otávio.

Dialética do amor


Não há nada além de um deserto árido que rege um profundo vazio em você...
Não há nada além da dor da espada saindo de meu peito
Não há nada...

Os versos de solidão me acompanham e neles costuro a ilusão de te tocar...
Mas A espada que sai também ensina...
Que minha esperança é infundada
que não há nada que dignifique minha honra...

Nada...

Nada que não seja minha estima por mim...
Pois quem estimará um guerreiro se ele assim não se fizer?
Quem amará tal guerreiro se ele assim não se amar?

Mas é nas rugas cansadas do tempo que repouso minhas esperanças...
é em meus cabelos brancos que tranço as experiências ao meu sentir...
é nas marcas que que carrego no corpo...
Nas marcas que carrego na alma que lembro de cada batalha que passei...

Enfim é em frente ao espelho que vejo por trás de meus olhos a fera que me mantém vivo ainda...
Que me mantém Digno e honrado perante o que chamam por aí de vida
Perante o que chamam por aí de amor
Perante o que chamam por aí de amizade
Perante os segredos arcaicos de uma temperança que não se perdeu de mim...

Então outros dias vieram...
outros corpos quentes,
outros lábios,
Outra alma que entre buscas e dissabores me leva lugares que eu já havia esquecido que existiam em mim
Coisas que dão sentido ao que por tanto tempo procurei...
Ser simplesmente Homem
Simplesmente Mulher
Simplesmente Eu...

Cléber Otávio

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Verbo de Deus

A Poesia que traduz a vida é verbo de algo maior...
Todo artista carrega em si a vontade da grande arte,
O arquiteto do universo é o Grande artista o grande humorista...
E o universo é seu circo...

Somos poeira do universo e a diversão de gigantes...
Somos parte do todo e uma parte de nós ri copiosamente quando vivemos a sombra do medo da sociedade que construímos...
Há uma enorme transição entre o mundo que minha mente cria e o mundo real...
Em meu mundo tudo é possível... é nele que busco forças para continuar...

No mundo real... A felicidade é uma sombra...
é a sombra que se situa entre o desejo sincero que sustenta uma escolha e a vontade de algo maior...
Aceitar os desígnios dos Deuses não é estagnação...
Mas aceitar o meu caminho exatamente como ele é...
transformando assim a felicidade em Luz do espírito
e caminhar pelos bosques verdejantes daquilo que chamam por aí de...
Amor...

Cléber Otávio

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Amor ou Humor?



O que a vida lhe deu?
é que o amor é uma piada de Deus...
Ele ri copiosamente quando se fala de amor...

Talvez o único amor que se tenha pra viver é aquele que mora nele,
Aquele que ele pode viver hoje,
Aquele que é distante dos ciúmes, do seu ego, de suas dores...

O resto da paisagem é uma simples piada de Deus...
Amor ou Humor? Perguntou Lúcifer ao Palhaço
Amor ou Humor? Perguntou o Palhaço a Deus...

Pobre Palhaço...
Pobre daqueles que não tem a bênção de ter no bolso seu nariz de palhaço...
O amor parece estar no humor bem como em tudo que pulsa vida ou preenche a paisagem...
Mas é no seu Irmão o humor que ele encontra poesia para suportar os medíocres, os infames,
os burros vestidos de sábios, etc...
e é claro é no humor que o amor ganha o pulso da poesia dos amantes, das crianças, dos poetas e dos palhaços...


Ensinamentos da Temperança em toda sua grandeza...


...O humor é irmão da poesia, o humor não tem o poder de mudar, mas denuncia...
(Chico Anysio)

Então entre o aurora nascente que traz as cores do Amor...
o humor poeticamente cavalga entre sábios, palhaços ou guerreiros
Costura a luz e a sombra,
e interlaça grandiosamente a vida e a morte...

Os lobos uivaram sobre a Luz da Lua cheia mais uma vez...
As Corujas de Hades anunciam o fim...
O começo...
Contemporâneo, Caronte embala o seu barco em vestes de palhaço...

Os portais do infinito o refazem
e a Terra do Nunca o recebe de volta...
Amor ou Humor? Se perguntou ele mais uma vez...

Absoluto respondeu o anjo da Temperança...

Cléber Otávio

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A Vida


A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração,
Me ensinou a sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam,
A calar-me para ouvir, aprender com meus erros, afinal, eu posso ser sempre melhor!
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade...
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar, a abrir minhas janelas para as oportunidades.
Me ensinou a não temer o futuro...
A lutar contra as injustiças...
A sorrir quando o que mais desejo é gritar para o mundo todas as minhas dores...
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar.
Me fazer reconstruir de novo para que cada vez mais minha fortaleza seja mais indestrutível...
Afinal um bom guerreiro sempre vence as demandas da Guerra da vida...

Frantesco Silva

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Criança Palhaço



Vontade de mudar...
Saudade de quem eu não conheço,
Saudade do que nunca tive,
dos sonhos encantados que encontraram
o vazio do medo e solidão ...
Ao transpor os sonhos da mente e do coração para este mundo
Algo sempre se perdia...

Tem coisas da terra do nunca
Que só aguns corações podem alcançar...
Apenas alguns olhos podem ver
Apenas alguns ...
Os que se permitem sentir realmente...

Querer tocar o intangível
É se permitir repousar as armas de guerra
É pensar com o coração
É se deixar guiar pelos olhos da alma...
Enquanto não houver essa disposição
O amor, o sexo real, ou mesmo a lealdade
Serão apenas a morte em forma de criança
Vestida de palhaça, zombando, porém
chorando por ter que levar mais um...

Amor? Sem honra?
Sim...
Quanto mais se tenta pega –lo
Mais pra longe ele vai...

Cléber Otávio.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Teatro



"... teatro é o reflexo invertido de uma realidade velada,
portanto atuemos sempre...
pois entre máscaras e dissabores,
talvez tenha um espaço para você ser você mesmo..."

Cléber Otávio.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Ainda Sinto


Mesmo em meio a Guerra não posso deixar de pensar no amor...
Nas noites frias, nas noites quentes que dormi sem o teu calor
não posso deixar de pensar na saudade transoceânica
que me assaltava nos bosques sombrios de dor e solidão...

Ainda sinto o gosto dos teus lábios...
Ainda sinto tuas mãos a passear no meu corpo...
Ainda sinto o teu coração junto ao meu
... a bater acelerado como se o ar fosse faltar...
como se o mundo fosse acabar
e não tivéssemos tempo de gozar mais um dia...

Ainda sinto o pesar de tua vergonha
que nos mantém afastados como se vivêssemos em planetas diferentes...
Ainda sinto tua falta...
mas o horizonte muda, conforme o caminhar
e eu ainda sinto esperança de que dias melhores virão...
e quando a estrela vespertina despontar entre o oceano e o vôo inconstante das gaivotas
vou dizer ainda sinto saudade de ter saudades tuas...
Saia e volte em um mês...

Cléber Otávio.